sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Vejo Tudo em Preto e Branco


O tempo passa, as coisas mudam, e as minhas percepções vão ficando cada vez mais aguçadas. Ao ver que o tempo voa numa velocidade que poderia quebrar a barreira do som, percebo que não fiz nada; não pude ajudar meus amigos que se entupiram com as drogas do mundo.
A droga da T.V., da internet, que disfarçadamente roubam nosso tempo, e enchem nossas cabeças de porcarias miseráveis e fúteis. Não pude ajudar minha família, que vagarosamente caía num precipício, em cujo fundo se encontrava a tristeza, a solidão, a pobreza. Pobreza de mente, de sentimento, pobreza de amor, de amigos, pobreza de tudo que te ajuda a crescer, do que te torna alguém.
Estou ficando sem amigos, pois os que diziam sê-lo, mostraram o contrário. Estou morrendo! Ainda restam alguns, talvez hipócritas, mas só o tempo poderá dizer.
Hoje ando sem pressa, pelas ruas esnobes de tanta solidão. Vejo o mundo em preto e branco, sem graça, sem luz, sem nada.

 Victor Hugo Lobo Alves - Brasília-DF, 2011